Acordei e parei de viver por três dias.
Vi o tempo passar por mim,
Ouvi o Mundo a correr lá fora,
Não senti nada.
Senti tudo.
Prendi-me no meu espaço
Sem nada conseguir tirar-me daqui.
Parei no tempo.
Tudo se moveu à minha volta.
E se o Mundo parasse?
Pararia eu com ele ou pararia ele por mim?
Não tenho rumo. Sei disso. Já não me debato e apenas aceito tal facto. Acompanhem-me nas viagens sinuosas e imprevisíveis que faço.
terça-feira, 8 de agosto de 2017
sexta-feira, 10 de março de 2017
Será?
Se soubesses o que a tua ausência me causa…
Será que se soubesses estarias tão longe?
Esse silêncio que me consome os pensamentos,
O riso que ainda não esqueci,
O momento em que o nosso olhar se cruzava.
Será que se soubesses o quanto me dói hoje,
O quanto me doeu antes,
Será que me tinhas dito, com todas as palavras,
Sim. Sim!
Culpo-te a ti mas talvez tenha sido eu
Em vez de gestos, em vez de actos,
Podia-te ter dito em palavras o que eras para mim,
Tenho-as cá dentro, bem no fundo do meu ser
Palavras que nunca disse a ninguém,
Mas esperei…
Esperei que fosses tu a dizer algo
Hoje espero pelo dia que te veja,
Para ficar calada, mais uma vez
E te deixar sorrir sem nada saber.
Será que se soubesses estarias tão longe?
Esse silêncio que me consome os pensamentos,
O riso que ainda não esqueci,
O momento em que o nosso olhar se cruzava.
Será que se soubesses o quanto me dói hoje,
O quanto me doeu antes,
Será que me tinhas dito, com todas as palavras,
Sim. Sim!
Culpo-te a ti mas talvez tenha sido eu
Em vez de gestos, em vez de actos,
Podia-te ter dito em palavras o que eras para mim,
Tenho-as cá dentro, bem no fundo do meu ser
Palavras que nunca disse a ninguém,
Mas esperei…
Esperei que fosses tu a dizer algo
Hoje espero pelo dia que te veja,
Para ficar calada, mais uma vez
E te deixar sorrir sem nada saber.
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Grita
Sentes?
Grita.
Solta a voz.
Desata os nós
Que te prendem,
Que te sufocam,
Que te matam aos poucos.
Fala alto.
Deixa-os ouvir.
No silêncio ensurdecedor
Não deixes de falar.
Para alguém,
Para ti.
Respira fundo.
Grita.
Vive.
domingo, 8 de maio de 2016
Deixei-me levar
Deixei-me levar...
De olhos fechados sou levada pela corrente.
A boiar na água gelada que me queima a pele.
Não sei como vim aqui parar,
Vi as pedras no caminho mas não lhes dei atenção.
Senti o vento a puxar-me para trás
Mas caminhei ainda mais.
Ouvi algumas vozes ao longe,
O silêncio era mais alto.
Acordei aqui.
Fria.
Perdida.
Deixei-me levar mais uma vez.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Insónias
Pensamentos que me deixam acordada,
Noites, dias, horas.
Se apenas conseguisse esquecer,
Nem que por uns dias.
Se a tua ausência significasse o silêncio.
O silêncio da minha cabeça.
O acalmar do meu coração.
Não peço sorrisos.
Felicidade.
Apenas quero-te esquecer.
Apagar este sentimento que em mim vive,
Que em mim cresce.
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Alguns chamam-lhe magia
Alguns chamam-lhe magia,
Outros maldição.
Para uns é fraqueza,
Para outros é poder.
Há pessoas que sorriem quando dizemos a palavra.
Outras desvanecem nos próprios pensamentos.
Uns mudam quem são para agradar,
Enquanto outros são transparentes como a água.
Há quem se esconda atrás de muralhas
E há quem não tenha medo da aventura.
Afinal, o que é o amor sem dualidade?
Outros maldição.
Para uns é fraqueza,
Para outros é poder.
Há pessoas que sorriem quando dizemos a palavra.
Outras desvanecem nos próprios pensamentos.
Uns mudam quem são para agradar,
Enquanto outros são transparentes como a água.
Há quem se esconda atrás de muralhas
E há quem não tenha medo da aventura.
Afinal, o que é o amor sem dualidade?
| http://ivanradev.deviantart.com |
sexta-feira, 27 de março de 2015
Learning to be alone
I never knew what it was to be alone.
I never wanted to be on my own
Even though I've always been.
This fear grew with me.
He was my company.
Now that I embraced him, everything makes sense.
He's not that bad of a company.
Walking with him,
Sharing the silence.
Admiring the views,
Eating the ice creams.
All is good in his company.
All is good alone.
sexta-feira, 13 de março de 2015
Fico Sozinho com o Universo Inteiro
Começa a haver meia-noite, e a haver sossego,
Por toda a parte das coisas sobrepostas,
Os andares vários da acumulação da vida...
Calaram o piano no terceiro andar...
Não oiço já passos no segundo andar...
No rés-do-chão o rádio está em silêncio...
Vai tudo dormir...
Fico sozinho com o universo inteiro.
Não quero ir à janela:
Se eu olhar, que de estrelas!
Que grandes silêncios maiores há no alto!
Que céu anticitadino! —
Antes, recluso,
Num desejo de não ser recluso,
Escuto ansiosamente os ruídos da rua...
Um automóvel — demasiado rápido! —
Os duplos passos em conversa falam-me...
O som de um portão que se fecha brusco dóí-me...
Vai tudo dormir...
Só eu velo, sonolentamente escutando,
Esperando
Qualquer coisa antes que durma...
Qualquer coisa.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Por toda a parte das coisas sobrepostas,
Os andares vários da acumulação da vida...
Calaram o piano no terceiro andar...
Não oiço já passos no segundo andar...
No rés-do-chão o rádio está em silêncio...
Vai tudo dormir...
Fico sozinho com o universo inteiro.
Não quero ir à janela:
Se eu olhar, que de estrelas!
Que grandes silêncios maiores há no alto!
Que céu anticitadino! —
Antes, recluso,
Num desejo de não ser recluso,
Escuto ansiosamente os ruídos da rua...
Um automóvel — demasiado rápido! —
Os duplos passos em conversa falam-me...
O som de um portão que se fecha brusco dóí-me...
Vai tudo dormir...
Só eu velo, sonolentamente escutando,
Esperando
Qualquer coisa antes que durma...
Qualquer coisa.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Não Sei Como
Não sei como te dizer.
Não encontro palavras,
Momentos,
Coragem.
Não te sei pedir o que quero.
Tudo é medido,
Pensado,
Cuidado.
Não te consigo mostrar.
Apesar de o fazer todos os dias,
Noites.
Passo-as sem dormir,
A pensar.
Tudo o que te poderia dizer,
Fazer.
Não sei como...
domingo, 1 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Leva-me
"Take me to church
I'll worship like a dog at the shrine of your lies
I'll tell you my sins and you can sharpen your knife
Offer me that deathless death
Good God, let me give you my life"
I'll worship like a dog at the shrine of your lies
I'll tell you my sins and you can sharpen your knife
Offer me that deathless death
Good God, let me give you my life"
![]() |
| Santuário de Fátima, 2014 |
Leva-me.
Leva-me de vez.
Deixa-me que te dê tudo o que tenho,
Tudo o que posso vir a ser,
O meu futuro.
Sinto a água gelada no rosto.
A corrente deste rio move-me.
Faz com que me leve até ti.
Flutuando, deixo de sentir,
Apenas ouço a água forte a bater nas pedras.
Em mim.
Mostra-me o teu brilho,
Puro, reconfortante.
Invade-me o espírito,
Deixa o meu corpo.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Comic Con Portugal
1ª Edição da Comic Con Portugal
| Auditório A |
| Entradas |
Passados uns dias desta primeira edição da Comic Con Portugal, decidi escrever sobre como foi este fim-de-semana. Agora que já voltei à rotina posso partilhar com vocês esta experiência, depois da euforia dos dias seguintes.
Comecemos pelo início então.
Quando se falou da Comic Con Portugal foram muitas as vozes de desdém mas o que é certo é que houve um enorme esforço por parte da organização. Conseguiram fazer uma programação bastante boa e ainda trouxeram vários convidados importantes, como a Morena Baccarin, Natalie Dormer, Paul Blackthorne, Carlos Pacheco, Brian K. Vaughan e muitos mais.
| FOX - Rent-a-Walker |
| Auditório A - Painel Paul Blackthorne |
| Exposição Figures Heróis da Marvel |
| Auditório A - Painel Capitão Falcão |
Pontos positivos (+)
- Painéis muitos interessantes com os convidados-
- Área bem organizada e espaçosa.
- Staff bastante prestável.
- Horários da programação sem atrasos.
- ExpoSyFy.
- Casas-de-banho limpas e sem filas!
- Espírito dos visitantes (cosplays brilhantes).
- Organização nos primeiros dias quanto às filas.
- Mais staff por parte das empresas da restauração (filas intermináveis)
- Melhor oferta de expositores (selecção dos expositores com mais variedade pois era muito do mesmo, sou geek mas não gosto só de anime... e o resto? Séries? Harry Potter? LOTR?).
- Mais exposições no recinto sobre a temática.
Etiquetas:
Banda Desenhada,
BD,
Capitão Falcão,
Comic Con,
Comics,
Cosplay,
Exponor,
Paul Blackthorne,
Porto,
Portugal,
Sheldon Cooper,
Star Wars,
The Big Bang Theory
sábado, 29 de novembro de 2014
Dias completos
O Mundo sorri para nós.
Basta estar contigo para que me sinta melhor.
Perdemo-nos no tempo,
Passeamos sem destino.
Falamos de tudo e de nada.
Somos felizes.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Shut down
E tudo o que me apetece
é fazer shut down.
Dormir.
Fechar os olhos nesta noite fria e estrelada,
Sonhar com todas as possibilidades,
Deixar de sentir o peso nos ombros
Para toda a eternidade.
sábado, 11 de outubro de 2014
A teu lado
Não sei lidar com o que sinto.
A imensidão de sentimentos avassala-me o corpo.
Fujo.
Corro.
Sinto a água fria e o silêncio à minha volta.
Estou sozinha.
Estou a teu lado.
Quero-te abraçar.
Quero-te tocar.
Quero-te beijar.
Calo-me.
Olho-te.
Imagino.
sábado, 4 de outubro de 2014
Deixa-me
Sonho acordada.
Tudo me lembra de ti.
Quero que me deixes.
Sai da minha cabeça...
Por favor.
Estou contigo.
Sinto o teu calor,
O teu cheiro.
Olho-te nos olhos por breves momentos
Mas não vejo nada.
Sinto a pior dor que alguma vez senti.
A tua ausência,
A tua indiferença.
Despedaço-me todas as noites.
Peço-te, por favor, deixa-me.
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Tu
É difícil escrevê-lo.
Dizer-te o quão especial és.
Dizer-te o quão especial és.
Se pudesse, abraçava-te para todo o sempre.
Faria-te sentir segura todas as noites.
Dir-te-ia, com palavras pomposas, todos os talentos e virtudes que vejo em ti.
Sei que nunca te conseguirei olhar nos olhos e dizer-te tudo isto.
Mas pelo menos tenho escrito.
Mas pelo menos tenho escrito.
Tenho cravado neste pequeno segundo, o tudo e o nada, do que representas para mim.
Tu.
domingo, 31 de agosto de 2014
Poesia inacabada
Coloquei-te na prateleira e esperei.
Esperei que o pó assentasse.
Pensei que estavas arrumada.
Sei que te guardei de repente e sem aviso
E assim, com a mesma rapidez,
Trouxeste uma brisa que tudo levantou.
Invejo a simplicidade que trazes.
A inocente ignorância em que vives,
Sem nada complicares.
Complicas-me a mim.
És a melodia infinita,
A poesia que não conseguirei terminar.
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
sábado, 26 de julho de 2014
Manhãs
Acordei. Levemente.
De olhos fechados esbocei um sorriso.
Senti-te a meu lado.
Dormias silenciosamente.
Perdida no mundo dos teus sonhos.
Dei por mim mais perto do teu corpo
E assim, abriste os olhos.
Esses verdes olhos que me fazem perder o norte.
E foi nesse momento que a realidade se abateu.
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