terça-feira, 9 de novembro de 2010

Voar

Sinto as cordas ainda enroladas em mim.
Presa nos movimentos tento cantar,
Mas a força delas é tanta que nem a voz me sai.


Puxo e quanto mais puxo mais me enrolo,
Mais me aperta !


E quando as cores começam a desvanecer,
Quando tudo fica desfocado,
Apareces e sorris.


Soltas lentamente tudo o que me prende,
Cuidadosamente para me habituar.


Falas comigo e tudo volta a parecer normal.
Simples palavras e um olhar cheio de emoção
Dão-me o que preciso para voltar a voar.


(Texto by Catherinne Duarte)

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